Relatório de Progresso

Um rápido relatório do progresso (especialmente para ninguém pensar que o projeto está estagnado :))

É verdade que o tempo é escasso para mim assim como para qualquer pessoa com as responsabilidades que tenho, mas como já disse diversas vezes, não existe nada que me impeça de continuar a trabalhar no aOS. Só vai levar mais tempo do que eu gostaria, mas vamos chegar lá.
A falta de publicações/videos se deve ao fato de ultimamente estar consideravelmente concentrado em terminar o gestor de pacotes. Porquê isso é tão importante? Porque é o que vai permitir/facilitar que outras pessoas passem a usar o aOS – mesmo que em modo alfa, o que por sua vez vai permitir que mais pessoas possam contribuir.
Sobre as contribuições/ajuda: eu sei que a falta de uma documentação e/ou de uma cópia do sistema para brincarem limita um pouco o que a maioria dos desenvolvedores podem fazer para ajudar. Meu problema é que tirar tempo para escrever documentação agora significa deixar de trabalhar no próprio sistema. Pesando os dois, prefiro deixar o sistema apresentável primeiro.

Dito isto, vamos às novidades.

Gestor de Pacotes

O gestor de pacotes no momento será totalmente baseado em bash com algumas raras ligações eventuais com perl, python e awk. Ou seja, o usuário terá que abrir um terminal e executar os respectivos comandos para instalar/atualizar ou remover algum pacote (ex.: app -i firefox)
Já agora, precisamos de um nome para o gestor de pacotes. Sugestões são bem-vindas. O algoritmo está 80% criado, significa que a sua lógica de funcionamento está quase toda definida. Uma coisa que tenho tentado decidir é se vai se usar bibliotecas partilhadas ou estáticas. Essa decisão implica em ler muito do que os expertos têm a dizer sobre isso. Como referência a maioria dos gestores no mercado usam bibliotecas partilhadas (rpm, dpkg); existem vantagens e desvantagens dos dois lados, como tudo. Mas se optarmos por bibliotecas partilhadas implicaria ter que necessariamente implementar um sistema de verificação por dependências dos pacotes o que tornaria o processo todo de gerar pacotes mais demorado e exigindo mais cuidado. Parte que falta no algoritmo – se REALMENTE usarmos libs partilhadas – será automatizar essa verificação por dependência.
Embora o algoritmo não esteja em 100%, já tem uma parte do código criado, especialmente a parte de criação de pacotes (não a parte de instalação/remoção). Significa que assim que outras pessoas tiverem uma cópia do aOS, poderão usar o código em questão para gerar os pacotes em suas máquinas e submeterem ao repositório após uma revisão. As coisas estão indo bem, só devagar :)

Gestor de Login

Bom… esta parte está mesmo parada. Alguém se apresentou no Facebook dizendo que tinha um DM previamente desenvolvido em parceria com um colega (os dois angolanos) e eu estou a espera até agora por mais noticias do referido DM. Mas não estou parado nessa parte por causa disso. O DM de escolha até então era o LightDM. O problema é que o futuro do LightDM no momento é incerto resumidamente porque ele foi originalmente desenvolvido e mantido pela Canonical (do Ubuntu) para o Xorg. O Xorg está em vias de ser substituído por 2 grandes alternativas: Wayland e Mir. O Mir foi desenvolvido pela Canonical também, então obviamente eles passarão a usar apenas o Mir e o DM que por ventura virá com ele, abandonando o LightDM. Todo resto do mundo pretende adotar o Wayland ao invés do Mir por vários motivos.
Mas ninguém até agora tomou a iniciativa de passar a manter o LightDM – por isso o futuro incerto. Eu ainda estou considerando as opções aqui.
Ah, e quando o aOS sair do Xorg irá para o Wayland assim como qualquer outro projeto de bom-senso :)

LiveCD/USB

Tentando simplificar: O aOS no momento é o meu sistema primário e é na verdade o único sistema que uso em casa, fora a laptop com Windows 7 do trabalho. Significa que todo desenvolvimento do aOS está sendo feito diretamente no meu desktop. O sistema está com 14Gb no momento (sem contar com os sources que estão sendo compilados que estão numa partição separada de 50Gb). Gerar um livecd/usb desse sistema daria uma imagem de mais de 10Gb pelo menos e obviamente é inviável para as pessoas – principalmente em Angola com a nossa Internet – baixar um arquivo desse tamanho. Então resolvi criar uma versão reduzida do sistema usando uClibc e busybox. A ideia é que esse sistema reduzido seja distribuído para download – ele está com 53Mb no momento com só o básico. A previsão é que não chegue a 200Mb já com o Xorg, E, e outras ferramentas básicas. Com essa versão live, o usuário depois pode instalar na sua máquina se quiser e baixar os demais pacotes do nosso repositório – mais uma vez a importância de ter o gestor de pacotes pronto o quanto antes.

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